Capitão América Steve Rogers voltou  estrelar uma série solo, aproveitando que esse ano ele completa 75 anos de existência. Mas é claro que a Marvel não iria deixar o personagem tranquilo. O final de Captain America: Steve Rogers #1, lançado nos EUA, altera profundamente a história do do lendário Capitão.


[SPOILERS]

A edição reconta boa parte da vida de Rogers, e inclusive resgata diversos ajudantes que o acompanharam ao longo dos anos, como Rick Jones, Redentora e Jack Flag. Um flashback de 1926, porém, acrescenta uma novidade à vida do Capitão: vítima de violência doméstica, a mãe de Rogers deixa de ser agredida por seu marido de repente, com a visita de uma misteriosa mulher chamada Elisa Sinclair, que defende Sarah Rogers e a convida a integrar uma comunidade que pode ajudá-la: a HYDRA.


Embora a história do pai abusivo já fosse de conhecimento geral, sabe-se que Joseph Rogers morreu de infarto por volta de 1926, a sugestão de que a família Rogers pode ter laços com a organização criminosa é nova. E na nova HQ leva a uma cena em que Steve persegue o Barão Zemo, que pegou Erik Selvig como prisioneiro. Depois de se livrar de Zemo e de Jack Flag, Rogers diz para Selvig: 

Em entrevista à EW, o roteirista Nick Spencer nega que esse Steve Rogers seja algum outro, uma desculpa furada. “A única coisa que posso dizer, inequivocamente, é que não se trata de um clone, um impostor, não é controle mental, não é ninguém passando-se por Steve. Este é realmente Steve Rogers, o Capitão América”, diz Spencer. O roteirista não dá pistas sobre o que pode ter mudado. O único evento recente que transformou Rogers profundamente foi a recuperação da sua juventude, depois que o soro do super-soldado perdeu a força e Rogers envelheceu em 2014.



Spencer também escreve a série do outro Capitão América em atividade, Sam Wilson, e diz que a revelação de que Steve Rogers é parte da HYDRA afetará a HQ irmã: “Vai ter impacto profundo na história de Sam e na vida dele. Ele está prestes a passar por um teste de um jeito que raramente vemos com um personagem. Ele será desafiado fundamentalmente. Sam é uma parte essencial do que estamos planejando“.